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Posts Tagged ‘residência médica no exterior’

Primeiramente:

Ahhhhhh! Até que enfim!

Segundamente:

Senta que lá vem história!

Recentemente a roommate da minha irmã precisou se mudar por conta do trabalho. Minha irmã arrumou outra roommate. A nova roommate não obedece as regras, pega a comida dela, deixa as calcinhas molhadas no banheiro e não tinha dinheiro para cobrir o primeiro cheque de aluguel. Conclusão, minha irmã pediu para ela procurar outro lugar para morar.

Em tom de brincadeira, minha irmã me mandou uma mensagem perguntando se eu não queria ser a nova roommate dela. Rimos. Eu disse que iria perguntar ao Plínio o que ele achava dessa ideia, já imaginando que a resposta seria: vamos ver. Mas não, me enganei! Ele achou a ideia ótima. Principalmente pelo fato de estar de olho no curso da Kaplan preparatório para o Step 1, em Nova Iorque. Três dias depois já estávamos com nossas passagens compradas!

Como o curso começa dia 12 de outubro, precisamos organizar tudo para chegarmos antes. Conseguimos comprar passagens mais em conta para o dia 10. Como estamos indo com visto de turista, voltaremos antes de 6 meses, final de fevereiro. O plano é voltarmos para o Brasil para o Plínio fazer o Step 1 e para nos casarmos e depois retornarmos aos Estados Unidos com visto de estudante para ele fazer o externship.

Já anunciei todos meus móveis. Vendi tudo praticamente na mesma hora! Durante essa semana as pessoas virão buscar as coisas. Uma amiga vai ficar no meu apartamento até o fim do contrato.

Já estamos vendo uma maneira de enviarmos nosso dinheiro daqui pra lá sem precisar de terceiros. Ainda estamos no processo.

Não sei se vou conseguir levar meu gatos. Na casa da minha irmã não pode animais. Ainda estou na esperança, mas uma amiga já se ofereceu para cuidar deles na minha ausência.

Estou muito ansiosa desde a decisão. Ando com dor de cabeça e muito sono. Minhas mãos estão descamando toda por conta do stress. Apesar disso tudo, estou feliz pra cacete que finalmente vamos inicias uma nova etapa. Ainda mais porque vai dar tempo de aproveitar o Halloween!

 

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Houston, Texas

Houston, Texas

Desde meu último post, nenhuma boa notícia… A tal diretora se quer respondeu o nosso email. Depois de uma semana esperando, resolvemos partir para outras. Semana passada o Plínio começou a enviar emails para todos os hospitais e afins perguntando se havia alguma oportunidade de observership. Mandamos mais de 100 emails. Os que foram respondidos, todos tiveram resposta negativa. Educada, mas negativa…

Estamos percebendo que conseguir algo de graça será bem mais difícil do que antecipávamos. Não que estivéssemos achando que seria fácil, mas… Conversando estamos chegando à conclusão que de repente é melhor irmos com um visto de estudante mesmo, para fazer um curso de inglês talvez, ou de repente, pagar para fazer o observership e nesse meio tempo ir procurando outras oportunidades, como eu já havia comentado.

O raciocínio mais lógico então é: precisamos ir para um local onde há oportunidades para médicos em início de carreira. O segundo critério seria: uma cidade com aluguel barato. Não precisei pesquisar muito para chegar à conclusão que o casal do Discovering the Lone Star State chegou: Houston, Texas. Lá tem o maior centro médico do mundo. E para completar, dá para alugar um apartamento por basicamente 1/3 do que se paga no nordeste dos Estados Unidos. Win-win! De bônus tem o clima quente! Acho que essa é decisão tomada, mas não arrisco colocar nada em cimento.

Mas vamos falar de ECFMG. Na segunda feira agora, finalmente conseguimos fazer a inscrição para o Step 1! Está marcada para julho – setembro. Já havíamos tentado antes, mas o sistema deles não estava reconhecendo o login do Plínio. Foi preciso ligar pra lá. E lá se foram mais de mil dólares, que é o valor dessa primeira prova. Será feita aqui no Rio mesmo. Agora é correr atrás das traduções juramentadas e estudar mais!

Além de tudo isso… Estamos começando a discutir o nosso casamento, porque vamos precisar estar legalmente casados para eu poder “pegar carona” no visto do Plínio. Será apenas no cartório e iremos à um restaurante para almoçar com amigos e família. Mais pra frente planejo fotos nupciais no Central Park. Já imagino quão chique será… Sonhando… Infelizmente não rola fazer uma big festa de casamento agora. Mas quem sabe a gente faz um festa em alguma boda?

Ainda estou considerando fazer o vlog. Acho que pode ficar interessante… Mas como sempre, o processo para iniciar qualquer projeto pra mim inclui muito planejamento. Vamos ver se vai pra frente.

 

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Tive que pensar bastante para estruturar esse post porque há muitas coisa que considero importante falar. Pensei em fazer uma série de posts, mas isso não seria nada prático para quem ler. Então um mega post em tópicos acho que fica o mais compreensível.

  1. Por que eu preciso de experiência nos Estados Unidos?
  2. O que é uma carta de recomendação?
  3. Como eu consigo uma vaga de estágio / observership / fellowship / externship nos Estados Unidos?
  4. Como eu consigo uma carta de recomendação americana?
  5. Como tem sido sua experiência pessoal?

Uma das coisas mais importantes para os americanos no quesito emprego, são boas cartas de recomendação e currículo com experiência no país. Muitos médicos, já sabendo dos seus interesses por fazer uma residência fora, optam por fazer o internato já nos Estados Unidos. O Plínio tinha vontade de fazer, mas nunca pensou seriamente sobre a possibilidade. O currículo dele já está bem recheado de experiências aqui no Brasil, mas é aconselhável que se adquira experiência no país que você está indo fazer a residência e com isso obtenha cartas de recomendação de profissionais americanos.

Por que eu preciso de experiência nos Estados Unidos?

A resposta mais simples é: porque aumenta muito as suas chances de ser chamado para entrevistas do MATCH. Quando você manda o seu currículo para ser avaliado entre tantos outros, a probabilidade de selecionarem alguém que já tenha feito algum tipo de estágio, observership, externship e afins, é muito maior do que a pessoa que não fez nada disso. Lembre-se que há milhares de outros candidatos estrangeiros querendo a mesma vaga que você, então é fundamental você estar no mesmo nível que eles. Além disso, durante ou no fim do seu período de experiência, você pode solicitar que o seu chefe te dê uma carta de recomendação. Essa carta também é muito valiosa para a seleção de um candidato.

O que é uma carta de recomendação?

“A carta de recomendação ou recommendation letter, também conhecido como uma carta de referência (letter of reference) ou simplesmente referência, é um documento em que o escritor avalia as qualidades, características e capacidades da pessoa que está sendo recomendado em termos de capacidade do indivíduo para executar uma determinada tarefa ou função. As cartas de recomendação são tipicamente relacionados ao emprego (a tal carta também pode ser chamado de uma referência de emprego (employment reference) ou de referência de trabalho (job reference)), a admissão às instituições de ensino superior, ou a elegibilidade para bolsa de estudos. As cartas de recomendação são geralmente solicitadas para serem especificamente escritas sobre alguém, e, portanto, são dirigidas a um solicitador em particular (como um novo empregador, funcionário de admissão de universidades, etc.), embora eles também podem ser emitidas para a pessoa que está sendo recomendado sem especificar um destinatário . A pessoa que presta uma referência é chamado referenciador (referee).” Texto traduzido e adaptado da Wikipedia.

Aqui no Brasil não se tem o costume do empregador solicitar, junto ao currículo, cartas dos empregadores antigos do candidato à vaga. Nas universidades, idem. Basta pontuar bem no vestibular. Mas nos Estados Unidos, essas cartas são fundamentais. Quanto mais reconhecido e importante o referenciador, melhor. Por isso, não é de grande vantagem ter várias cartas de bons profissionais brasileiros porque as chances de não serem reconhecidos internacionalmente podem ser significativas.

Como eu consigo uma vaga de estágio / observership / fellowship / externship nos Estados Unidos?

Digo logo de cara: não é fácil, mas também não é impossível. As maneiras mais comuns são:

a) Ter um conhecido trabalhando lá que possa te oferecer uma vaga em sua pesquisa, laboratório, clínica ou hospital. Isso as vezes é complicado de pedir, principalmente quando você não é muito íntimo da pessoa.

b) Procurar no Google pelos hospitais, laboratórios ou clínicas que você tem interesse e verificar se eles tem algum programa de observership / fellowship / externship. Essa maneira talvez seja a mais difícil por ser a mais concorrida.

c) Procurar no Google por programas de observership / fellowship / externship pagos. Eles existem e variam no valor. Em geral você paga uma quantia para um programa de x meses. Tem a vantagem de ser “garantido”. Pagou, entrou.

Em todas essas opções, não espere ser remunerado. Você ainda não tem uma licença para praticar medicina na terra do Tio Sam, logo o mais provável é que estará apenas de observador. A menos que seja uma pesquisa, aí é mais hands-on.

Como eu consigo uma carta de recomendação americana?

Trabalhando com um profissional americano. De preferência nos Estados Unidos. Infelizmente, é mais fácil falar do que conseguir. Depois de um período trabalhando com esse profissional, que provavelmente será o seu chefe, você educadamente pede para que ele te dê uma carta de recomendação. Lembre-se sempre que essa pessoa não tem nenhuma obrigação de ser seu referee. Logo você vai sempre precisar dar o melhor de si para que ele tope e ainda capriche!

Uma obervação importante à fazer é que há programas que colocam no contrato uma clausula proibindo o estagiário de pedir uma carta de recomendação no final. Fique atento. Pergunte.

Como tem sido sua experiência pessoal? 

Ano passado, o Plínio fez um curso de Radiologia em Emergência. Esse curso foi pago e foi escolhido porque o professor era um profissional reconhecido nos Estados Unidos. Ele contou sobre sua jornada de residência médica no EUA e no final do curso, Plínio foi ter uma conversa particular. O professor foi muito solícito e ofereceu ajuda, dando-lhe seu email e dizendo que se ele precisasse, estaria à disposição. Nada como pessoas boas no nosso caminho, não é? Já volto a falar disso.

Agora que a hora de fazer o estágio / observership / fellowship está próxima, assim como o Step 1, estamos correndo atrás da melhor forma de fazer isso. Por coincidência, ou não, uma médica, que já passou para a residência americana, começou a dar plantão no mesmo lugar que o Plínio enquanto espera o início do programa. Ela se prontificou a ajudá-lo, uma vez que reconhece a dificuldade de obter informação e apoio durante esse processo árduo.

Descobrimos então que muitos hospitais e clínicas oferecem o programa de observership de forma paga. Isso traz vantagens e desvantagens. Vantagem porque fica mais fácil conseguir entrar no programa, basta pagar. Desvantagem porque não é barato.

Antes de desembolsarmos essa grana para os observerships pagos, vamos primeiro entrar em contato com o professor daquele curso que mencionei antes. Passamos duas semanas preparando o email, traduzindo e reformatando o currículo do Plínio. Não sei se vocês sabem, mas a expectativa de currículo para os americanos é completamente diferente dos currículos brasileiros. São muito mais detalhados e incluem pontos chaves, conquistas e algumas informações de cunho pessoal.

O email de contato em si já é uma coisa bastante delicada. Não basta mandar algo dizendo: “Olá, você me deu um curso há um tempo atrás e prometeu me ajudar a conseguir um estágio nos Estados Unidos.” Por isso que escrevemos o texto com base em referências na internet, revisamos muitas vezes e esperamos alguns dias para clicar no send.

Logo escreverei um post sobre esse email e sobre como montar um currículo nos moldes americanos.

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Em agosto eu postei uma revisão do nosso cronograma para o MATCH. (Se você não sabe do que estou falando, veja o início da história aqui e aqui.) Como todo bom planejamento precisa de revisões constantes, aqui estou eu novamente para falar de mudanças. Estou com preguiça de fazer um novo gráfico, então vou colocar em tópicos, ok?

  • Até Junho: fazer o Step 1
  • Junho a Outubro: fazer um fellowship ou observership e estudar para o Step 2
  • Setembro: fazer o Step 2
  • Outubro a Dezembro: inscrição no MATCH
  • Novembro a Janeiro: entrevistas do MATCH
  • Março: resultado

Só pra lembrar que falei sobre todas as Steps (provas) da residência médica nos Estados Unidos aqui. Só agora que o Plínio está terminando de estudar as duas maiores matérias do Step 1. Ainda tem várias matérias mais curtas mas, segundo ele, mais fáceis de estudar. Estamos com o objetivo de estudar 10 horas por dia. Confesso que está bem difícil conseguir tudo isso. Muitas distrações. Enquanto isso, estamos de olho em como conseguir a importante carta de recomendação que todos precisam para entrar para um bom programa de residência. Pra isso será necessário realizar uma pesquisa ou algum tipo de estágio em solo americano para ter contato com profissionais da área. Pensamos ser mais fácil já com a nota do Step 1. Enquanto estivermos lá, ele vai estar fazendo o fellowship e estudando para a primeira etapa do Step 2, que é mais tranquilo do que o Step 1, supostamente. Para tudo isso temos um prazo rígido: o período de inscrição no MATCH. Ocorre entre outubro e dezembro. E já se iniciam as entrevistas para os programas de residência. Está tudo super corrido e estamos bem preocupados com esses prazos. Ao mesmo tempo tenho certeza que vai dar tudo certo. Vamos tentar dar uma intensificada nos estudos agora depois do carnaval para tentarmos atingir a marca de 10 horas diárias. Como vamos fazer isso? Não faço a mínima ideia.

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Já passamos do meio do ano e no ritmo que estamos indo, logo, logo já estaremos no final. O Plínio vem estudando, apesar das dificuldades de manter uma rotina, ainda mais com a Copa do Mundo e os eventos sociais constantes.

Depois que realizamos que o primeiro cronograma não estava realista, fiquei de elaborar um novo. Acabou que não postei aqui, então estou postando agora. Enquanto isso, caiu a ficha, de verdade, que a maratona vai começar! Quando temos um objetivo muito distante, a gente acaba perdendo a noção do tempo. Mas apesar da concretização deste objetivo estar longe, ainda temos muitas etapas a vencer antes de chegar lá. Se não começarmos a prestar atenção, vamos acabar perdendo mais um ano.

Quero só explicar que preferi marcar os acontecimentos por período e não por data, já que as provas não tem datas específicas. Todo o planejamento gira em torno da data de inscrição do MATCH. Essa realmente é fixa e só acontece uma vez por ano!

Jogamos o TOEFL para depois do Step 1 porque alguns observerships exigem a nota, resolvemos não arriscar. E estou achando que é melhor empurrar o observership para o final do segundo semestre de 2015, de repente aproveita que já está nos Estados Unidos e faz as entrevistas do MATCH no fim do ano.

Agora chegou a hora de focar bem nos estudos porque quando piscar, o tempo já passou. Isso significa abrir mão de momentos de lazer, mas estou confiante que no final vai compensar.

ATUALIZAÇÃO: Clique aqui para ver a terceira revisão desse cronograma.

Cronograma

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O Plínio estava pesquisando sobre os observerships hoje e descobriu que muitos deles pedem a nota do TOEFL. Para quem não sabe, essa prova é de proficiência em inglês e é mais voltado para o acadêmico, diferente do IELTS. Agora contamos com mais uma provinha na lista já extensa…

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Ontem, após pesquisar mais à fundo sobre os prazos e datas para inscrição na residência, confirmei que o Plínio não vai completar tudo que precisa à tempo. Estou refazendo o post sobre o nosso cronograma.

Sinto como se tivesse tomado um balde de água fria na cabeça. Já estava preparada psicologicamente para sair do Brasil ano que vem, mas agora somente em 2016. Mais um ano…

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