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Houston, Texas

Houston, Texas

Desde meu último post, nenhuma boa notícia… A tal diretora se quer respondeu o nosso email. Depois de uma semana esperando, resolvemos partir para outras. Semana passada o Plínio começou a enviar emails para todos os hospitais e afins perguntando se havia alguma oportunidade de observership. Mandamos mais de 100 emails. Os que foram respondidos, todos tiveram resposta negativa. Educada, mas negativa…

Estamos percebendo que conseguir algo de graça será bem mais difícil do que antecipávamos. Não que estivéssemos achando que seria fácil, mas… Conversando estamos chegando à conclusão que de repente é melhor irmos com um visto de estudante mesmo, para fazer um curso de inglês talvez, ou de repente, pagar para fazer o observership e nesse meio tempo ir procurando outras oportunidades, como eu já havia comentado.

O raciocínio mais lógico então é: precisamos ir para um local onde há oportunidades para médicos em início de carreira. O segundo critério seria: uma cidade com aluguel barato. Não precisei pesquisar muito para chegar à conclusão que o casal do Discovering the Lone Star State chegou: Houston, Texas. Lá tem o maior centro médico do mundo. E para completar, dá para alugar um apartamento por basicamente 1/3 do que se paga no nordeste dos Estados Unidos. Win-win! De bônus tem o clima quente! Acho que essa é decisão tomada, mas não arrisco colocar nada em cimento.

Mas vamos falar de ECFMG. Na segunda feira agora, finalmente conseguimos fazer a inscrição para o Step 1! Está marcada para julho – setembro. Já havíamos tentado antes, mas o sistema deles não estava reconhecendo o login do Plínio. Foi preciso ligar pra lá. E lá se foram mais de mil dólares, que é o valor dessa primeira prova. Será feita aqui no Rio mesmo. Agora é correr atrás das traduções juramentadas e estudar mais!

Além de tudo isso… Estamos começando a discutir o nosso casamento, porque vamos precisar estar legalmente casados para eu poder “pegar carona” no visto do Plínio. Será apenas no cartório e iremos à um restaurante para almoçar com amigos e família. Mais pra frente planejo fotos nupciais no Central Park. Já imagino quão chique será… Sonhando… Infelizmente não rola fazer uma big festa de casamento agora. Mas quem sabe a gente faz um festa em alguma boda?

Ainda estou considerando fazer o vlog. Acho que pode ficar interessante… Mas como sempre, o processo para iniciar qualquer projeto pra mim inclui muito planejamento. Vamos ver se vai pra frente.

 

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Boston, será?

Boston

Boston

Sábado eu acordei e ao olhar meu celular me deparei com um email encaminhado. O Plínio recebeu uma resposta à solicitação de ajuda que fez à um ex professor. A mensagem foi bem cordial, e muito pessoal. O professor pediu desculpas pela demora em responder e disse que estava disposto a ajudar com o que fosse necessário. Além disso, enviou um email de contato da diretora que cuida dos estágios no local em que ele trabalha lá nos Estados Unidos.

Na segunda paramos para responder e também para pesquisarmos melhor sobre o contato que nos foi dado. Tivemos a tristeza de descobrir que os observerships naquele hospital são pagos e que o valor gira em torno de $1500 dólares… por semana! Decidimos entrar em contato assim mesmo. Vai que mencionando o professor a gente encontra outro caminho.

Estamos agora torcendo para que algo de bom saia disso. Confesso uma coisa: queria muito que fosse para uma cidade menos gelada! O que tiver de ser, será.

Eu estou sempre procurando por blogs e vlogs de pessoas que já moram ou estão indo morar nos Estados Unidos. Tenho uma curiosidade pra saber como a pessoa conseguiu, como foi o processo, as dificuldades. Gosto de saber como elas vivem a vida lá agora e o que elas amam e odeiam. Adoro ver o estilo de cada uma e me sinto amiga de todos que sigo.

Geralmente sou discreta, leio tudo e não comento nada, coisa feia, eu sei. Mas é porque normalmente eu leio posts e vejo vídeos antigos, então parece que meu comentário já está fora de contexto. Anyway…

Resolvi fazer esse post para falar de todos que eu sigo e curto, porque sei que as vezes é difícil encontrar material sobre esse assunto. Esses dias por acaso encontrei alguns e gostaria de dividir com todo mundo. Arranjei por cronologia, ou seja, do que eu conheço há mais tempo até os que eu acabei de começar a seguir. Como o post começou a ficar muito longo, eu dividi em dois, o outro é o Top Vlogs Sobre Morar nos Estados Unidos.

Colagem

Blog Colagem da Luciana Misura

Blog Colagem da Luciana Misura

Esse blog é o queridinho do meu coração. Encontrei ele há muito tempo atrás e o sigo até hoje. A blogueira é a Luciana Misura, uma carioca casada com um americano. Nos primeiros posts o blog era uma espécie de diário, onde a Luciana registrava as coisas corriqueiras do seu dia a dia. Pouco tempo depois ela conheceu o seu marido, foi morar em Michigan e começou a contar sobre todas as novidades que encontrava por lá. Hoje ela tem uma página específica que lista todos esses posts.

Há muitos posts detalhados sobre feriados norte americanos. Ela também responde várias perguntas sobre morar nos Estados Unidos e há posts sobre desde comidas típicas até esportes. Ela atualmente está com uma série de posts intitulado Como é Morar nos Estados Unidos, onde brasileiros de várias cidades americanas falam sobre onde moram. O blog é muito bem organizado e fácil de ler.

Atualmente a Luciana se dedica a falar sobre as viagens que ela faz com a família dela pelos Estados Unidos e também outros países.

Um Brasileiro na Terra do Tio Sam

Blog Um Brasileiro na Terra do Tio Sam

Blog Um Brasileiro na Terra do Tio Sam

Esse é o blog do paulista Renato. Renato já foi engenheiro, professor de matemática, orçamentista… Largou tudo para cursar Design de Interiores em Orlando. Hoje ele, além de designer de interiores, também é corretor de imóveis por lá. O blog é recheado com dicas sobre como ir estudar nos Estados Unidos, sobre a cultura americana e outras curiosidades.

Alguns dos posts mais lidos do blog são Como e quanto dinheiro levar em uma viagem ao exterior?Quais os melhores parques de Orlando?Remédios nos EUADirigir nos EUA – Dirigir na Flórida – Dirigir em Orlando e O que Fazer em Orlando?. Fora esses, tem um monte de outros que trazem informações interessante e relevantes.

Se você quiser aprender sobre como é morar nos EUA, quer planejar férias em Orlando ou até comprar uma casa por lá, esse blog é para você!

 Aventuras na Magic City

Blog Aventuras na Magic City

Blog Aventuras na Magic City

A baiana Lorna começou esse blog em 2010, quanto foi junto ao marido aos Estados Unidos, onde ele faria sua residência médica. Foram parar em uma cidade de interior, Birmingham, Alabama. Certamente culpa do Match! Eu só comecei a acompanhar a vida desse casal quando eu e o Plínio começamos os nossos planos de morar fora, com ele fazendo residência nos Estados Unidos também. Comecei a procurar blogs com pessoas dividindo suas experiências e creio que achei esse pelo Google.

É um blog pessoal, onde a Lorna conta da vida dela e do marido, das conquistas e dificuldades. E é por isso mesmo que eu gosto, adoro entender a história das pessoas pelo lado de dentro. Além de dúvidas sobre a residência médica americana, ela também tem posts falando sobre dicas para quem vai morar nos Estados Unidos, como validar o seu diploma lá, parto feito nos EUA e muito mais. Tudo isso do ponto de vista de quem vive tudinho de perto.

Discovering the Lone Star State

Blog Discovering the Lone Star State

Blog Discovering the Lone Star State

Esse é o blog mais recente que eu comecei a acompanhar. Os médicos Cristiane e Christiano resolveram deixar pra trás a vida estruturada que eles tinham no Brasil e se mudaram para o Texas com suas 3 filhas! O Christiano acabou de conseguir um Match, após dois anos estudando e estagiando por lá. Achei incrível a coragem desse casal! Médicos já formados, já especializados, com carreiras sólidas e estáveis, decidiram que isso tudo valia menos que um sonho e correram atrás.

O blog é basicamente um diário pessoal da Cristiane, onde ela conta as dificuldades que encontra na sua rotina. Há histórias fofas sobre suas filhas aprendendo inglês, muita coisa sobre filhos e também sobre educação nos Estados Unidos. Pra quem está indo com filhos, pequenos ou grandes, esse site é bem legal.

Essa é a minha lista no momento mas estou sempre na busca por coisas novas! Se você tem um blog ou um canal no Youtube sobre morar nos Estados Unidos, compartilhe o link nos comentários! Vou amar ver!

 

Sem Data e Local

Sexta feira já estaremos em Maio. Acho que esses foram os quatro meses mais rápidos da minha vida. E a ansiedade está querendo voltar.

Desde que determinamos que eu iria para os Estados Unidos junto com o meu namorado enquanto ele faz o estágio, tenho conseguido deixar a ansiedade de lado. Isso porque a gente disse que a ida seria pelo meio do ano, e que dependia dele conseguir efetivamente uma vaga. Como estava relativamente longe, eu parei de me concentrar nisso. Mas agora isso não é mais verdade. Já é praticamente meio do ano!

Fico pensando que ainda não sei qual cidade vou morar, não sei quando posso começar a desfazer dos meus móveis, não sei quando terei que entregar o meu apartamento. São muitas perguntas que só serão resolvidas quando de fato soubermos quando e para onde vamos. Até lá, como fico?

meus gatos

 

Se vocês lembram, faz mais ou menos um ano que adotei essas duas lindezas da foto. O Charlie Chaplin e a Lolla. E é óbvio que eu vou levar os dois na minha mala comigo quando finalmente embarcar para os Estados Unidos!

Fiquei muito feliz quando descobri que poderia levar os dois peludos junto comigo na cabine do avião. Geralmente animais vão juntos com a mala, mas há algumas companhias aéreas que permitem que viajem junto com os donos dependendo do tamanho e peso. Desde então ando pesquisando como fazer isso, pois imaginei que não era simplesmente chegar com eles na caixinha no dia do voo. Tenho encontrado que é mais simples que parece!

Primeiro Passo: Verificar quais são as exigências para entrada de animais domésticos no país de destino.

Cada país tem exigências específicas para a entrada de animais domésticos. É bom olhar isso com antecedência para não ser pego de surpresa! Recomenda-se que vá até a página oficial do órgão responsável pela entrada de animais no país de destino e verifique quais são as condições e critérios para entrada. Nos Estados Unidos, o órgão é a CDC, Centers for Disease Control and Prevention.

Dando uma olhada lá, percebi que eles são muito tranquilos com relação a entrada de gatos no país e não exigem nada, apenas que o animal seja saudável. Há, porém, uma ressalva, como cada estado tem suas próprias leis, é bom verificar quais são para não chegar e ser barrado, caso façam alguma exigência.

Há também nesses links um resumo das exigências dependendo do país de acordo com site do Ministério de Agricultura Brasileiro: Estados Unidos, União Européia e MercoSul. Lembrando que é sempre bom consultar o órgão oficial do país também, pois podem haver mudanças.

Segundo Passo: Providencie o atendimento das exigências sanitárias e junte a documentação necessária.

Esse passo vai variar de acordo com o país de destino. Note que, dependendo do país, deve-se planejar a viagem com bastante antecedência para possibilitar a realização dos procedimentos (exames, tratamentos, vacinações, etc) requeridos para permitir a entrada do seu companheiro de quatro patas.

Uma carteira de vacinação com a antirrábica será exigida na maioria dos países. Não esqueça de que a vacina antirrábica precisa estar em dia e válida na data de entrada no país, precisando ser aplicada entre 1 mês e 1 ano antes do embarque. As informações da vacina precisam estar na carteira de vacinação, geralmente em forma de adesivo com o número do lote da vacina, laboratório… Essas campanhas de vacinação pública não valem, porque em geral não te entregam esse tipo de documentação. Você pode, como alternativa, procurar clínicas populares.

Preencha o Requerimento para Fiscalização de Animais de Companhia.

Terceiro Passo: Compre as passagens e agende a sua viagem.

A essa altura você já poderá comprar a sua passagem e marcar a data da viagem. Se seu animal for pequeno e você quiser levá-lo com você na cabine, irá precisar fazer uma pesquisa específica em cada companhia aérea para descobrir se eles permitem. Pesquisei algumas companhias, mas lembre de verificar as informações no site oficial para ver se houve mudanças. Aqui vai a lista:

Em geral é cobrada uma taxa para o embarque do animal. Varia em torno de $75 a $200 dólares por trecho, por animal. Todas as companhias tem especificações de tamanho da caixa de transporte, que em geral pode ser rígida ou macia. Fique atento também ao peso total (animal + transporte) limite permitido, que varia entre 7kg e 10kg. Lembre-se que as companhias todas tem um número máximo de animais permitidos por voo, então não deixe para comprar sua passagem de última hora.

Quarto Passo: Agende a entrevista para obter o Certificado Veterinário Internacional.

São exigidos um desses dois documentos: o CVI (Certificado Veterinário Internacional) ou o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos. Ambos são expedidos pelo Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Clique aqui para verificar quais os países que aceitam o passaporte, são apenas alguns. Para os outros, precisa do CVI.

A principal diferença entre esses dois documentos é que o Passaporte pode ser usado para várias viagens durante toda a vida do animal, enquanto o CVI deve ser emitido a cada viagem que o animal for realizar. Com o Passaporte as informações sanitárias são apenas legalizadas (validadas) pelo FFA na ocasião da viagem.

Consulte a Divisâo de Defesa Agropecuária (DDA) da Superintendência Federal de Agricultura (SFA) do seu estado para marcar a entrevista para emitirem o CVI.

Fique atento! O CVI tem validade entre 5 e 10 dias, desde sua emissão até a entrada do animal no país de destino, dependendo de qual for. (O prazo para os países do Mercosul é de 60 dias.) Logo você terá que marcar essa entrevista no máximo 10 dias antes de embarcar, mas o ideal seria entre 5 e 2 dias, para dar tempo de regularizar quaisquer imprevistos.

Quinto Passo: Leve seu gato / cachorro ao veterinário.

Até 10 dias antes da sua entrevista na SFA, leve seu bicho para uma consulta com um médico veterinário registrado no CRMV-UF. O veterinário irá atestar que seu gato está clinicamente saudável, sem evidências de parasitose e que está apto para viajar. Em alguns casos, considerando a necessidade imposta por alguns países, será preciso levar o animal no momento de solicitar o CVI, mas em geral, só essa ida ao veterinário é necessária.

Quais são as informações que este atestado deve conter? É fundamental atender à Resolução 1023 de 27 de fevereiro de 2013 do Conselho Federal de Medicina Veterinária que dispõe: “O atestado sanitário deverá conter, no mínimo: I – identificação do proprietário: nome, CPF ou CNPJ e endereço completo; II – nome, espécie, raça, sexo; III – apresentação da resenha para equideos e pelagem para as demais espécies; IV – idade real ou presumida; V – informação sobre o estado de saúde do animal; VI – declaração de que foram atendidas as medidas sanitárias definidas pelo serviço veterinário oficial e pelos órgãos de saúde pública; VII – informações sobre imunizações; VIII – identificação do médico veterinário: carimbo (legível) com o nome completo, número de inscrição no CRMV e assinatura; IX – data e o local.” Além disso, lembre de pedir que ele inclua qualquer outra exigência do país de destino.

Sexto Passo: Boa viagem.

Com o transporte adequado, animal devidamente limpo e aparado e todos os documentos em mãos, agora só lhe resta embarcar! Bon voyage!

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A última vez que eu falei sobre o nosso cronograma para o MATCH foi nesse post aqui. Falei lá que um bom planejamento está em constante revisão… Pois é…

Essa semana, enquanto o Plínio estudava, eu comecei a ver qual o procedimento para a inscrição para o Step 1. Fui olhar no site a ECFMG e também outras fontes, e comecei a me apavorar! Principalmente com o depoimento de outras pessoas. Mais uma vez comecei a pensar que estamos sendo otimistas demais. Expressei minha preocupação ao Plínio, e ele me disse que já estava ciente disso. Disse que já vem me falando que não consegue dormir pensando nos prazos. Acho que eu que estava achando ele pessimista demais, agora vejo que não é o caso.

Descobri que só para conseguir enviar todos os documentos necessários precisaríamos de quase um mês inteiro! Depois ainda teria que ver disponibilidade de datas para marcar a prova na unidade mais perto. Sem contar que o Plínio nem terminou de estudar tudo. (Apesar de ter feito algumas questões simuladas e acertado 70% onde a média é 54%.)

Soma isso ao fato de que eu não gostaria que tivéssemos que voltar para o Brasil depois que ele terminasse o estágio, então estou pensando que precisamos de um visto que nos permita isso. Afinal, vou me desfazer de tudo, vender tudo, dar tudo, entregar o apartamento (pagando multa por rescisão de contrato), vou levar meus filhos felinos… Para mim, não há vantagem nenhuma em voltar para o Brasil. Quero emendar já a residência, se possível.

Ainda bem que o Plínio já havia comentado sobre a possibilidade de conseguir uma pesquisa, e que se isso ocorresse, ele gostaria de se dedicar mais tempo, um ano mais ou menos, para melhorar o currículo e, por consequência, as cartas de recomendação. Com isso, ele não faria o MATCH esse ano. Se não for adiar só por adiar, eu acho mais que justificado! Assim ele terá melhores chances de conseguir Match em um programa melhor.

Pois bem, tudo isso acontecendo, e o Plínio encontra um blog chamado Discovering the Lone Star State. Logo descubro que se trata de um casal de médicos que acabaram de conseguir o Match! Como sempre faço com blogs que gosto, comecei a ler de trás pra frente. Li tudinho. E aí veio a inspiração! Eles estão lá já desde 2012, começaram com um visto de estudante para fazer curso de inglês, depois o marido fez o curso preparatório do Kaplan, conseguiram uma pesquisa, uma melhora de visto e finalmente um fellowship! Fiquei animada com a possibilidade de chegar lá com um plano inicial apenas, e ver que realmente dá para ir construindo enquanto trilha.

Ainda temos a premissa de conseguir algum tipo de estágio enquanto ainda aqui no Brasil, para podermos chegar lá. Mas acho que só é válido se conseguirmos um visto de estudante. Depois a gente corre atrás e vê no que vai dar, porque eu tenho certeza que vai dar tudo certo! E a ideia de não fazer o MATCH esse ano não me assusta mais, contanto que estejamos lá, construindo para que ele saia uma hora.

Vou tentar relaxar e deixar a ansiedade de lado. Com esse otimismo renovado, e um exemplo concreto, fica mais fácil.

RIO DE JANEIRO

Já falei muito sobre porque eu quero sair do Brasil. Acho que falei um pouco aqui e aqui. Mas quanto mais esses planos se tornam realidade, mais eu começo a dar valor às coisas que eu amo sobre o Brasil. O Rio de Janeiro principalmente. Resolvi fazer essa lista para me lembrar, sempre que eu esquecer.

O Clima. Sim, eu sei que tem a galera que reclama muito por conta do calor e a umidade da Cidade Maravilhosa. A realidade é que eu AMO! Amo o sol constante, amo poder sair na rua só de vestido e chinelo, amo a brisa que vem do mar.

Eu achava até pouco tempo que eu gostaria de morar em um lugar com quatro estações definidas, com neve. Percebi que isso não me faria tanta falta. Que a possibilidade de sair no sol e no calor a maior parte do ano seria suficiente.

As Pessoas. Essa espontaneidade do carioca. A facilidade de puxar conversa no bar, no ônibus, na fila do mercado. Aquele jeito de encontrar a pessoa pela segunda vez e já abraçar como se fosse amigo de longa data. Estou notando que isso vai me fazer muita falta. Acho que vou precisar encontrar uns brasileiros nos Estados Unidos pra apertar!

A Paisagem. Quem chega ao Rio de avião sabe o espetáculo que é! Não adianta negar, “o Rio de Janeiro continua lindo”, como diz Gilberto Gil. O relevo natural da cidade certamente contribui para essa visão espetacular. Não tenho dúvidas de que o clima quente, que permite que tudo permaneça verde o ano todo, também. E quem consegue ignorar a arquitetura, principalmente a histórica?

Quem mora na cidade muitas vezes esquece. Vive de um lado para o outro vivendo as tarefas do dia a dia e não pára para se encantar com o lugar que muitos pagam caro para vim ver de pertinho. Eu já fiz questão de incorporar a contemplação dos espaços por onde eu passo na minha rotina. Sei que “não há nada igual”.

A Vida Noturna. Nada melhor do que resolver sair pra comer algo às dez da noite e encontrar a maioria dos estabelecimentos abertos. Nada se compara a passar a noite e a madrugada toda bebendo com amigos pela Lapa até o amanhecer. Não se engane, não são todas as cidades que lhe permitem esses privilégios. Juro que eu ando em Copacabana no meio da madrugada e acho que ainda são nove da noite.