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Archive for the ‘Sentimentalismos’ Category

Sexta feira já estaremos em Maio. Acho que esses foram os quatro meses mais rápidos da minha vida. E a ansiedade está querendo voltar.

Desde que determinamos que eu iria para os Estados Unidos junto com o meu namorado enquanto ele faz o estágio, tenho conseguido deixar a ansiedade de lado. Isso porque a gente disse que a ida seria pelo meio do ano, e que dependia dele conseguir efetivamente uma vaga. Como estava relativamente longe, eu parei de me concentrar nisso. Mas agora isso não é mais verdade. Já é praticamente meio do ano!

Fico pensando que ainda não sei qual cidade vou morar, não sei quando posso começar a desfazer dos meus móveis, não sei quando terei que entregar o meu apartamento. São muitas perguntas que só serão resolvidas quando de fato soubermos quando e para onde vamos. Até lá, como fico?

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Tava olhando os posts mais antigos e me deparei com esse. O que me chamou atenção foi o único comentário que ele gerou. Hoje, dois anos e meio ele ainda me causa um certo incômodo. Tenho algumas observações:

  1. Acho legal que as pessoas encontrem meu blog pelos posts de “utilidade pública” que faço.
  2. Não sinto que peço conselhos nesse blog. Essa nunca foi a intenção. Sempre foi de dividir um pouco da minha vida com as pessoas que podem estar passando por situações parecidas. Eu amo encontrar blogs onde pessoas falam das suas vidas, principalmente quando estou passando por situações semelhantes.
  3. Achei engraçado ele ter me chamado de patricinha mas no mesmo “parágrafo” diz que “é interessante o modo como corre atrás de meios de empreender, de viver sozinha”. Acho esse pensamento no mínimo incoerente. Mas me faz parar pra rever os meus privilégios.
  4. E o mais importante, hoje vejo que esse blog é algo muito mais pra mim mesma do que pra qualquer outra pessoa. É uma memória de emoções pelas quais passei e me faz enxergar o quanto eu cresci e me tornei adulta. Me faz enxergar o quanto eu deveria ouvir os meus instintos. Me mostra como eu sou boba e as vezes dramática. Prova que tudo nessa vida é passageiro…

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Não sei exatamente quando começou, mas faz alguns meses que eu sonho com um apartamento maior. E não estou falando em aspirações, apesar de ser também. Quero dizer que eu literalmente tenho sonhos em que meu subconsciente me avisa o que o meu consciente já reconhece há um tempo: uma quitinete é pouco.

Quando procurei por um apartamento para morar sozinha, eu sabia que teria que me contentar com pouco espaço. Todas as minhas amigas que não moram com os pais dividem o apartamento de 2 ou 3 quartos com roommates. Essa é a única maneira que uma pessoa de classe média, que não ganha um salário maravilhoso, consegue morar na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Prometo que querer morar na Zona Sul não é uma questão de status. É uma questão de comodidade, de qualidade de vida. Eu moro a 15 minutos do trabalho, não pego trânsito, moro próximo ao metrô, à três quadras da praia, perto de supermercados, bancos. Mas para isso, tem um preço, e o m² por lá está muito acima do razoável.

Nos sonhos eu estou sempre no meu apartamento, nunca em um apartamento novo, mas ele é sempre um pouco maior. Sempre tem um quarto que eu não havia me dado conta, sempre tem mais espaço do que eu lembrava. O engraçado é que a cozinha, que é do que mais sinto falta, raramente é a protagonista destes sonhos. Estrela mesmo é sempre uma sala de estar ou um quarto a mais. Essa semana foi particularmente engraçado porque no sonho, enquanto na minha “quitinete com 2 quartos”, eu falava para minha mãe sobre os meus sonhos do meu apartamento ser maior.

Quanto tempo uma pessoa consegue viver em um só cômodo sem perder a sanidade?

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Ando meio sumida por uma boa causa: estou no início de um projeto novo! E não só desses que eu imagino, planejo, desenvolvo e não faço nada para saírem do papel.

Quando eu descobri que os planos de irmos para os Estados Unidos seriam empurrados para frente pelo menos 1 ano, graças à falta de informação, entrei em desespero! Fiquei mega ansiosa, imaginando o que eu faria da minha vida até lá. Eu tenho um problema: desde que eu me formei, sinto que minha vida estagnou. Apesar de ter conquistado minha independência financeira e, digamos, social (saí da casa da minha mãe, que é canceriana), não sinto que cheguei à lugar algum. Parece que eu estou sempre adiando os “projetos de verdade” para um momento ideal. O momento em que eu estiver casada, o momento que eu estiver nos Estados Unidos, o momento que eu tiver dinheiro suficiente guardado… E nisso a vida está passando e eu, nada.

No início do ano eu comecei a me interessar pra valer por moda. Não a moda que anda nas passarelas, mas a moda que a gente usa todo dia. Já fazia anos que eu queria aprender a me vestir bem. Sempre assistia esse programas de televisão onde as pessoas passavam a se vestir super bem, mas cheguei à conclusão que não dava para aprender nada através deles.

Eis que comecei a ler alguns blogs e me inspirei de verdade. Comecei um blog novo, postei todos os dias durante duas semanas e… parei. Foi difícil admitir para mim mesma que eu sou uma dessas pessoas que começam muitas coisas e que nunca terminam nada.

Então, cá estou eu, no meio do ano, ansiosa até dizer chega. Estava ficando muito mal comigo mesma e também estava afetando meu relacionamento. Então retomei o meu projeto do blog de moda e estou nele agora pra valer. Quem quiser conferir como está ficando, vou adorar a visita! Clique aqui para dar uma olhada. Está no começo ainda, mas acho que está ficando legal.

Já percebi que eu preciso estar sempre trabalhando em alguma coisa para me sentir útil e para espantar a ansiedade. Está sendo uma experiência muito boa me dedicar de verdade à um projeto. Estou bem focada e determinada. Acho que vai dar certo dessa vez.

Será que tem muita gente por aí que nem eu? Com esses mesmos problemas que eu revelei aqui no post? Adoraria ouvir a opinião de vocês.

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Outro dia o Plínio estava falando algo sobre a decisão dele de ir morar comigo em outro país. Pude sentir o peso que essa decisão teve e o quanto ele precisou ponderar antes de tomá-la. Acho que eu nunca tinha parado para pensar sobre como a situação dele é diferente da minha, apesar de estarmos planejando enfrentar a mesma situação juntos. Para mim, voltar a morar nos Estados Unidos tem gostinho de volta para casa. Como já morei lá, já morei fora do Brasil, a decisão pra mim é fácil. É mais que o conhecido, é de certa forma minha pátria também. Afinal, 11 anos crescendo naquela cultura há de ter algum impacto.

Aí eu paro para pensar sobre a situação dele, que antes da nossa viagem para lá em março desse ano, nunca havia se quer saído do Brasil. E sem muita experiência da vivência de lá, fez a escolha de passar pelo menos 4 anos morando em uma cultura diferente, longe da sua família. Realmente, não é uma decisão fácil, mas fico feliz que ele tenha confiado em mim quando digo que a vida do lado de lá é boa e que esteja disposto à ver com os próprios olhos.

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Havia uma época que eu e o Plínio se via umas 5 vezes na semana, e nesses dias sempre dormíamos juntos. Sábado e domingo eram passados grudados. Desde que ele começou a estudar pra valer, há umas 3 semanas, a gente anda se vendo muito menos. Além disso, ainda tem o plantão de sábado que dura o dia inteiro. Então a gente está se vendo uma noite durante a semana, às vezes sexta à noite, sábado à noite e só temos o domingo para passar o dia juntos.

Eu achava que essa mudança não me afetaria tanto assim, mas está afetando sim. Até que não morro de saudade durante a semana, mas sinto falta da gente ter tempo só para ficar namorando, sem ter muito o que fazer. Como o tempo anda curto, e sempre tem algum compromisso no fim de semana, a gente acaba não tendo esse tempinho pra nós.

Estou tentando focar no fato que é para um bem maior, mas é difícil pensar que quando ele começar a residência, a situação vai ficar pior…

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Acho que eu nunca entendi realmente o sentido da frase: “Esteja com uma pessoa que te faça uma pessoa melhor.” ou “Esteja com uma pessoa que provoque o melhor em você.” Hoje estava pensando sobre isso e percebi que eu finalmente entendi o significado. Sempre fui muito namoradeira. No sentido de estar sempre em algum tipo de compromisso com alguém. Refletindo, vejo que em cada relacionamento eu era uma pessoa diferente. Já namorei um rapaz extremamente ciumento e possessivo. A gente brigava todos os dias. Eu passei a ser uma pessoa mais tensa, sempre com medo de provocar alguma briga por alguma bobagem qualquer. Nessa época eu era barraqueira. Ele gostava de drama, eu acabava entrando na onda.

Já tive um relacionamento com uma pessoa que tinha altos e baixos. Uma hora estava mega grudento e carente, me levando a uma certa irritabilidade. Outra hora estava extremamente agressivo. Qualquer coisa era motivo para começar as agressões verbais. Essa pessoa não tinha boa comunicação, não sabia sentar para conversar sobre o que o incomodava e logo partia para uma posição agressiva ou defensiva. Ele reclamava que eu gritava com ele. E é verdade, eu gritava. Ele me tirava do sério e eu acabava revidando às suas agressões por meio de gritos.

Hoje me encontro em um relacionamento excelente, onde tudo é discutido de forma calma e pausada. Ao invés de deixar as coisas acumularem, a gente procura colocar sempre tudo pra fora. Isso é sempre feito através da conversa. Eu jamais gritei com ele. Não há ciúmes ou desconfianças de nenhuma das partes para nos tornar inquietos. Não há drama.

E tá aí, com esse relacionamento, eu sou uma pessoa melhor. Mais serena, nada agressiva, não vivo com receio de brigar. É assim que tem que ser, e agora eu posso dizer que eu entendo perfeitamente esse conceito de namorar pessoas que te tornem uma versão melhor de você, nunca uma versão pior. Essa reflexão também é boa para ver quais são os padrões nos seus relacionamentos, as vezes o erro está realmente em nós. #ficadica

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