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Archive for the ‘Enfim Sozinha – Rio de Janeiro’ Category

Sexta feira já estaremos em Maio. Acho que esses foram os quatro meses mais rápidos da minha vida. E a ansiedade está querendo voltar.

Desde que determinamos que eu iria para os Estados Unidos junto com o meu namorado enquanto ele faz o estágio, tenho conseguido deixar a ansiedade de lado. Isso porque a gente disse que a ida seria pelo meio do ano, e que dependia dele conseguir efetivamente uma vaga. Como estava relativamente longe, eu parei de me concentrar nisso. Mas agora isso não é mais verdade. Já é praticamente meio do ano!

Fico pensando que ainda não sei qual cidade vou morar, não sei quando posso começar a desfazer dos meus móveis, não sei quando terei que entregar o meu apartamento. São muitas perguntas que só serão resolvidas quando de fato soubermos quando e para onde vamos. Até lá, como fico?

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RIO DE JANEIRO

Já falei muito sobre porque eu quero sair do Brasil. Acho que falei um pouco aqui e aqui. Mas quanto mais esses planos se tornam realidade, mais eu começo a dar valor às coisas que eu amo sobre o Brasil. O Rio de Janeiro principalmente. Resolvi fazer essa lista para me lembrar, sempre que eu esquecer.

O Clima. Sim, eu sei que tem a galera que reclama muito por conta do calor e a umidade da Cidade Maravilhosa. A realidade é que eu AMO! Amo o sol constante, amo poder sair na rua só de vestido e chinelo, amo a brisa que vem do mar.

Eu achava até pouco tempo que eu gostaria de morar em um lugar com quatro estações definidas, com neve. Percebi que isso não me faria tanta falta. Que a possibilidade de sair no sol e no calor a maior parte do ano seria suficiente.

As Pessoas. Essa espontaneidade do carioca. A facilidade de puxar conversa no bar, no ônibus, na fila do mercado. Aquele jeito de encontrar a pessoa pela segunda vez e já abraçar como se fosse amigo de longa data. Estou notando que isso vai me fazer muita falta. Acho que vou precisar encontrar uns brasileiros nos Estados Unidos pra apertar!

A Paisagem. Quem chega ao Rio de avião sabe o espetáculo que é! Não adianta negar, “o Rio de Janeiro continua lindo”, como diz Gilberto Gil. O relevo natural da cidade certamente contribui para essa visão espetacular. Não tenho dúvidas de que o clima quente, que permite que tudo permaneça verde o ano todo, também. E quem consegue ignorar a arquitetura, principalmente a histórica?

Quem mora na cidade muitas vezes esquece. Vive de um lado para o outro vivendo as tarefas do dia a dia e não pára para se encantar com o lugar que muitos pagam caro para vim ver de pertinho. Eu já fiz questão de incorporar a contemplação dos espaços por onde eu passo na minha rotina. Sei que “não há nada igual”.

A Vida Noturna. Nada melhor do que resolver sair pra comer algo às dez da noite e encontrar a maioria dos estabelecimentos abertos. Nada se compara a passar a noite e a madrugada toda bebendo com amigos pela Lapa até o amanhecer. Não se engane, não são todas as cidades que lhe permitem esses privilégios. Juro que eu ando em Copacabana no meio da madrugada e acho que ainda são nove da noite.

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Tava olhando os posts mais antigos e me deparei com esse. O que me chamou atenção foi o único comentário que ele gerou. Hoje, dois anos e meio ele ainda me causa um certo incômodo. Tenho algumas observações:

  1. Acho legal que as pessoas encontrem meu blog pelos posts de “utilidade pública” que faço.
  2. Não sinto que peço conselhos nesse blog. Essa nunca foi a intenção. Sempre foi de dividir um pouco da minha vida com as pessoas que podem estar passando por situações parecidas. Eu amo encontrar blogs onde pessoas falam das suas vidas, principalmente quando estou passando por situações semelhantes.
  3. Achei engraçado ele ter me chamado de patricinha mas no mesmo “parágrafo” diz que “é interessante o modo como corre atrás de meios de empreender, de viver sozinha”. Acho esse pensamento no mínimo incoerente. Mas me faz parar pra rever os meus privilégios.
  4. E o mais importante, hoje vejo que esse blog é algo muito mais pra mim mesma do que pra qualquer outra pessoa. É uma memória de emoções pelas quais passei e me faz enxergar o quanto eu cresci e me tornei adulta. Me faz enxergar o quanto eu deveria ouvir os meus instintos. Me mostra como eu sou boba e as vezes dramática. Prova que tudo nessa vida é passageiro…

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Uma porção do prato individual Bacalhau Lagareira

Uma porção do prato individual Bacalhau Lagareira

Procurando um programa um pouco diferente do que costumamos fazer, eu e o Plínio resolvemos voltar ao restaurante de comida portuguesa, Gruta São Sebastião para comer bacalhau. Já havíamos ido uma vez juntos, mas isso já faz um tempão. Programa bom de domingo é sair pra almoçar fora, né?

O restaurante fica dentro da CADEG, que é um mercado municipal. Fica na Rua Capitão Félix, 110 no bairro de Benfica, Rio de Janeiro. Da última vez que fomos estava bem cheio, mas dessa vez não. Chegamos por volta das 14h e sentamos prontamente. Parte das mesas do restaurante fica nos corredores do mercado e parte fica dentro da loja.

O AMBIENTE: Bem familiar, bastante informal. No geral havia grupos maiores, famílias com crianças. Algumas mesas eram apenas casais. O ambiente é simples, mesas forradas com toalhas de pano e por cima papel.

Um pedaço do prato individual Bacalhau Sé do Pipo

Um pedaço do prato individual Bacalhau Zé do Pipo

O CARDÁPIO: O cardápio é extenso e há pratos de carne vermelha, peixes e aves. Há uma seção específica para os pratos de bacalhau. Todos os itens vem com descrição do prato. Em geral os pratos veem em porções individuais, para dois ou para mais pessoas. O bolinho de bacalhau imagino que seja o carro chefe da casa. Vendem porções de no mínimo quatro unidades, fritos na hora ou então a massa congelada para levar para casa.

Pedimos dois pratos individuais que também possuíam versões maiores. Bacalhau Lagareira e Bacalhau Zé do Pipo. Ao ler a descrição do lagareira eu já havia certeza que era esse que eu queria novamente. Lembrei muito bem porque sempre acabo escolhendo ele. Posta de bacalhau, brócolis, batatas ao murro e cebola. Tudo regado à muito azeite. Estava divino, como sempre.

O Plínio foi no Zé do Pipo. Confesso que fiquei desconfiada. Esse é um prato relativamente comum de se ver, até em self-service. Mordi a minha língua! Estava tão bom, ou melhor, que o meu. O purê de batata estava simplesmente perfeito. Cozido em um exagero de alho, do jeito que eu gosto. Só achei a maionese um toque desnecessário, mas nada que comprometesse o prato.

Como eu disse, ambos os pratos eram individuais e nós acabamos com pouco mais de metade de cada. Vieram em travessas de barro ainda quentes. Chuto que se tivéssemos pedido bolinhos de bacalhau para a entrada, que vimos serem grandes na mesa ao lado, poderíamos ter pedido apenas um prato individual para dividir. Isso sem estar com a fome de três leões, claro.

Para a sobremesa, doces portugueses, claro! Haviam vários no cardápio. Pedi um toucinho do céu e o Plínio pediu um pastelzinho de belém. O pastel tenho certeza que não é feito na casa pois havia uma propaganda do fabricante na mesa. Não estava muito fresquinho, com a massa crocante. Achei uma pena. O toucinho eu não sei se é de lá. Estava bem gostoso, não podia ser diferente, mas não foi dos melhores que eu já provei.

Toucinho do Céu

Toucinho do Céu

O ATENDIMENTO: Achamos o atendimento regular. O Plínio pediu um toucinho do céu para viagem e quando chegamos em casa vimos que o garçom nos deu um pastel de belém. Bem chato.

O PREÇO: Confesso que não li o cardápio todo, como costume fazer sempre. Sei que os nossos pratos foram por volta de R$65. Os pratos de bacalhau para dois estavam entre R$120 e R$150. Acho que os doces foram por volta de R$10 cada. Pedimos as sobras para viagem, não vi se cobraram as caixas, mas imagino que sim. A conta deu pouco mais de R$200. Além das comidas tomamos dois guaranás em lata e uma água. Ah, e a massa congelada do bolinho de bacalhau estava R$60 o quilo.

Não sei das outras comidas, mas pra quem gosta de bacalhau, recomendo completamente! Não é um programa que dê pra fazer sempre, mas em uma ocasião especial acho que vale.

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Essa imagem é apenas um sonho. Quem me dera meu apartamento fosse desse tamanho todo! Só clicar pra saber de onde tirei. :)

Essa imagem é apenas um sonho. Quem me dera meu apartamento fosse desse tamanho todo! Só clicar pra saber de onde tirei. 🙂

Entre os termos mais buscados que trouxeram as pessoas aqui até o blog, há um que me chamou atenção: “quanto custa morar sozinho”. Me dei conta que nunca fiz um apanhado de todos os meus gastos reais morando sozinha. Acho essa informação de extrema importância para quem está se programando para sair de casa e arriscar a independência!

Infelizmente, eu só posso falar de mim. Moradora de uma quitinete em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Então fiquem cientes de que tudo que eu colocar aqui pode variar drasticamente de acordo com o bairro / estado / tamanho do apartamento. Não vou ficar elaborando um post sobre o que é cada uma dessas despesas porque acho que vocês já sabem. Vou direto ao que interessa, ok?

  • Aluguel + Condomínio + Gás + Água: R$ 1.350,00
  • Luz: R$ 55,00
  • Internet + TV à cabo: R$ 85,00
  • Celular: R$ 130,00
  • Comida: R$ 410,00
  • Transporte: R$ 180,00
  • Plano de Saúde: R$ 280,00
  • Total: R$ 2.490,00

Agora, algumas observações.

  1. Moro numa quitinete de aproximadamente 20m² à 3 quadras da Praia de Copacabana, à 700m do Shopping Rio Sul e à 600m do metrô. Veja como priorizei locação em detrimento de espaço físico no apartamento.
  2. Não tenho ar condicionado, não passo roupa, não seco meu cabelo com secador, não tenho microondas. Só tenho um computador, uma televisão de 40′, um frigobar, um ventilador de mesa super potente e um chuveiro elétrico. Isso tudo influencia diretamente na conta de luz.
  3. Minha internet e tv à cabo é NET. Acho que são 15Mb de internet e o plano mais básico de tv. Me obrigam a ter a tv à cabo, se não já teria cancelado. Estou satisfeita com a velocidade da internet.
  4. Meu plano de celular é da Claro. É pós pago e inclui internet. Quase não falo no telefone. Não tenho telefone fixo.
  5. Para alimentação eu fiz uma média dos meus gastos no débito automático nos últimos 60 dias. Lembrando que eu estou no momento há um mês e meio em casa sem trabalhar, o que influencia. Passo praticamente tudo no débito automático, então os dados estão relativamente precisos. Gasto bastante para comer fora porque não tenho uma cozinha adequando no meu apartamento. Adoro uma boa caipirinha, e essas são caras.
  6. Ando de ônibus e metrô, as vezes pego um táxi. Estou contando quanto gastava enquanto trabalhava e saia de casa todo dia.
  7. Resolvi incluir o meu plano de saúde porque acho importante notar que esse será um gasto fixo e relativamente alto no seu orçamento de pessoa adulta, independente e responsável.
  8. Sustento dois filhos felinos.

E então, era o que você esperava? Fechou sua conta aí? Já dá pra fazer as malas?

Você já mora sozinho e quer compartilhar seus gastos? Coloca aí nos comentários, não esqueça de mencionar qual cidade!

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Vou fazer um resumão do que aconteceu nesse período que fiquei sem postar:

Em agosto ou setembro eu comecei a participar de um grupo do meu interesse no Facebook. Como sou entrona, me meti no meio da organização dos eventos presenciais desse grupo. Nesses últimos meses já organizei mais de uma dúzia de eventos, todos muito elogiados. Essa dinâmica me abriu os olhos quanto ao meu potencial de liderança. O que me deixou bastante satisfeita. Sempre imaginei que eu podia ser líder, essa experiência comprovou.

Além disso, esse grupo se tornou uma verdadeira família pra mim. Fiz muitas amizades. Sabe aquelas amizades que em geral as pessoas fazem na escola, no segundo grau? Aquela em que a turma tá sempre marcando chopp, churrasco e viagens? Pois eu nunca tive isso. As minhas amigas do colégio, um grupo de 5, contando comigo, hoje moram cada uma em um canto, Estados Unidos, Manaus, Angra… E esse grupo me proporcionou essa amizade intensa que faltava de uns tempos pra cá! Estou amando.

Fui passar o fim de ano com a minha irmã nos Estados Unidos. Meu tio que mora lá, faleceu durante essa visita. Quando voltei da viagem fui informada que estava sendo dispensada da minha empresa por falta de serviço. A crise no setor imobiliário finalmente está vindo à tona. Confesso que não fiquei tão triste. Já estava de saco cheio, ainda mais depois de perceber o quanto eu posso mais.

O Plínio anda bastante desmotivado para estudar. Ele ainda não terminou de estudar a matéria para o Step 1. O tempo está apertando. Combinamos de estudarmos juntos, ele medicina e eu arquitetura, para que ele animasse. Hoje é meu último dia aqui no escritório e à partir de segunda estaremos pondo esse plano em prática. Estamos bastante confiantes!

Com essa novidade de estar desempregada, resolvemos que enquanto ele estiver nos Estados Unidos fazendo o observership eu irei acompanhar! Não temos nada certo ainda, mas esse é o plano novo. Dedos cruzados!

É incrível como as coisas mudam tanto em questão de meses, semanas, dias. A vida é tão imprevisível. O jeito é aproveitar os limões e fazer uma caipirinha!

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Não sei exatamente quando começou, mas faz alguns meses que eu sonho com um apartamento maior. E não estou falando em aspirações, apesar de ser também. Quero dizer que eu literalmente tenho sonhos em que meu subconsciente me avisa o que o meu consciente já reconhece há um tempo: uma quitinete é pouco.

Quando procurei por um apartamento para morar sozinha, eu sabia que teria que me contentar com pouco espaço. Todas as minhas amigas que não moram com os pais dividem o apartamento de 2 ou 3 quartos com roommates. Essa é a única maneira que uma pessoa de classe média, que não ganha um salário maravilhoso, consegue morar na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Prometo que querer morar na Zona Sul não é uma questão de status. É uma questão de comodidade, de qualidade de vida. Eu moro a 15 minutos do trabalho, não pego trânsito, moro próximo ao metrô, à três quadras da praia, perto de supermercados, bancos. Mas para isso, tem um preço, e o m² por lá está muito acima do razoável.

Nos sonhos eu estou sempre no meu apartamento, nunca em um apartamento novo, mas ele é sempre um pouco maior. Sempre tem um quarto que eu não havia me dado conta, sempre tem mais espaço do que eu lembrava. O engraçado é que a cozinha, que é do que mais sinto falta, raramente é a protagonista destes sonhos. Estrela mesmo é sempre uma sala de estar ou um quarto a mais. Essa semana foi particularmente engraçado porque no sonho, enquanto na minha “quitinete com 2 quartos”, eu falava para minha mãe sobre os meus sonhos do meu apartamento ser maior.

Quanto tempo uma pessoa consegue viver em um só cômodo sem perder a sanidade?

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